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Aluna do Ciep Custódio Siqueira participa de evento na Petrobras



“Minha trajetória como escritora e leitora começou com o projeto Navegando na Poesia, numa aula específica em que eles trouxeram livros e a gente leu um pouco. Sou fascinada em histórias, sou muito de ouvir, nunca fui muito de ler, tinha preguiça, e então eu comecei. De repente começou essa mudinha, e esse sentimento foi crescendo, ainda mais a partir do dia que a gente escreveu poesia”. O relato é da aluna do Ciep Custódio Siqueira, Érika Pereira, 13 anos, que esta semana participou de um evento na sede da UN-BC Petrobras, onde os alunos puderam compartilhar os resultados obtidos através do projeto Navegando na Poesia.


O Navegando na Poesia foi convidado para falar sobre o atendimento à comunidade e apresentar o trabalho para toda a equipe da Bacia de Campos, cerca de 180 pessoas presentes e outras através de live. O projeto acontece nas escolas da Rede Municipal através de uma parceria com a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) e tem como objetivo motivar crianças do 3º e 4º ano de escolaridade, para a leitura e escrita, através de oficinas, tornando assim o processo de ensino aprendizagem mais agradável.


Érika conta que participar do evento foi muito importante e que já tem um livro completo que será publicado ainda este mês. “Foi uma honra para mim participar disso, alguém que não esperava esse rumo a partir da escrita. Ter sido convidada por algo tão grande, foi gratificante.. O projeto foi essencial porque através dele escrevi meu primeiro livro, um romance, bem tranquilo de escrever, bem rapidinho, você consegue ler em uma tarde. Estou escrevendo outro livro também, um de fantasia, bem mais complicado, mas é meu gênero favorito, um toque de fantasia e romance. Publicarei ele este ano, mas ainda não sei quando... talvez lá para o meio ou final do ano, porque quero que esse livro seja incrível, que não seja só um livro, mas uma série, então... eu tenho que planejar tudo detalhadamente” detalha Érika.


O encantamento da adolescente com a leitura e escrita também incentivou a mãe, Camila de Carvalho Pereira, a voltar a estudar. Ela voltou para a sala de aula e concluiu o Ensino Médio. “Sempre tive vontade de terminar meus estudos, mas sempre me dediquei totalmente a Érika, porém, ela estava muito empolgada com o projeto e a escola e acabou me contagiando. Terminei o curso e até fiz uma prova para o Instituto Federal Fluminense (IFF) e a minha filha me ajudou muito”, diz Camila.


Coordenadora do projeto, Rachel Carvalho, diz que o projeto compreende que se aprende a escrever e ler para a vida, para facilitar nas relações e interagir com os conhecimentos, tendo uma possibilidade, um leque para que se possa criar e compreender as várias leituras de mundo. “Trabalhar com a ludicidade, com o corpo, os jogos teatrais, com a dança, a música, além das artes, como a Literatura, isso potencializa que a criança tenha mais possibilidade de ser criativa, inventiva e a partir daí sair dos limites muitas vezes impostos pelas escolas”, ressalta Rachel.


A coordenadora de projetos da Seduct, Neidimar Abreu, destacou que o Navegando na Poesia traz a esperança do resgate à prática da leitura, potencializando o letramento no dia-a-dia da vida escolar dos alunos da Rede municipal de ensino. “Os resultados desta parceria são notórios e nos fazem acreditar nos potenciais das crianças que se revelam mini escritores através de suas produções. O envolvimento dos professores e alunos com o projeto se somam em resultados que podem ser impressos através do sucesso escolar”, ressaltou.


A coordenadora pedagógica do Navegando na Poesia, na Seduct, Layla Constantino, diz que o projeto é uma parceria assertiva e muito ativa na Rede Municipal, de fomento à leitura e a escrita, atendendo 15 escolas em diferentes localidades.


“Com oficinas pedagógicas que oportunizam a vivenciar o mundo da fantasia e criatividade, estimulando no processo da leitura, da escrita e do letramento com valorização da dimensão subjetiva do imaginário infantil, explorando aspectos de competência socioemocional como expressão. As atividades são propostas com base na realidade de cada escola, adaptando-se ao espaço físico e quantitativo de crianças da localidade, sempre visando a trabalhar com a regionalidade e a cultura local, envolvendo as crianças com práticas de alongamentos, jogos teatrais e exercícios que estimulam as crianças a amplificar a psicomotricidade, dispondo para o autoconhecimento e a participar em coletividade”, explica Layla.

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