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Alunos da EJA de Travessão participam do Programa Maria da Penha vai à Escola





Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Albertina Azeredo Venâncio, em Travessão, receberam na noite desta quarta-feira (03) o Projeto Maria da Penha vai à escola, uma iniciativa da Subsecretaria de Políticas para Mulheres, que vem sendo desenvolvida pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Mercedes Baptista. Participaram da edição desta quarta a subsecretária Josiane Viana e a coordenadora do CEAM, Erika Nogueira.


"O Maria da Penha vai à Escola visa a realização de ações educativas voltadas ao público escolar, contemplando prioritariamente alunos do ensino Fundamental 2, médio das escolas estaduais, escolas municipais e estabelecimentos particulares de ensino. Importante que esses alunos e profissionais se conscientizem sobre os tipos de violência e que sejam multiplicadores na divulgação das informações repassadas durante o programa", informa Josiane.


A vice-diretora da EM Albertina Azeredo Venâncio, Silvia Soares Marins Olímpio, elogiou a ação: “Esse trabalho é muito importante, é uma forma de orientar os alunos que podem ser vítimas direta ou indiretamente e, às vezes, sem se dar conta disso. É uma boa ação educativa para divulgar a Lei Maria da Penha e nossos alunos gostaram muito. Certamente vão levar esse conhecimento para suas famílias e amigos”, disse.




Durante as palestras, a equipe do CEAM fala sobre os tipos de violência cometidos, incluindo as menos conhecidas, como a psicológica e a patrimonial; informa sobre os equipamentos disponíveis para enfrentamento à violência contra a mulher e, ainda, os tipos de atendimentos realizados pelo CEAM.


As ações do Programa “Maria da Penha vai à Escola” são desenvolvidas por meio de panfletagens, palestras, oficinas, rodas de conversa, entrevistas em rádios e TVs, vídeos, podcasts e posts a serem compartilhados nas redes sociais, workshops virtuais, lives, e cartilhas com conteúdo informativo, dirigido ao púbico jovem e alunos da rede pública estadual, municipal e particular, mas também visando contribuir com a formação de profissionais da educação.


Uma aluna da EJA que preferiu não se identificar aplaudiu a iniciativa e contou de su passado de violência.


"A palestra foi muito interessante porque eu já passei por agressões com meu ex-marido. Concordo plenamente com esse trabalho e espero que deem continuidade pois existe muita gente precisando. Assim como eu tive coragem de denunciar o meu marido muitas mulheres têm medo, ficam assustadas com receio da violência ser maior. Mas, com todo mundo guardando e protegendo não tem como ter medo porque temos que ser mulheres guerreiras e denunciar as agressões que sofremos de maridos e da família. É uma ação muito interessante e dou os parabéns a todos vocês", finalizou.


Próxima unidade


A coordenadora da EJA, Greice Souza, adiantou que a próxima ação será no dia 10 de maio na Escola Municipal Lulo Ferreira de Araújo, em Morro do Coco. “As ações tiveram início no mês de março, quando ocorre o Dia Internacional da Mulher, mas, agora, se tornou um projeto permanente.


“Esse ciclo de palestras visa informar e formar cidadãos conscientes de seus direitos na sociedade, trazendo autonomia e mais dignidade a todos, com muito carinho e acolhimento. Orientamos nossos alunos não apenas para o mercado de trabalho, mas, principalmente, para a vida em sociedade. Essa é a função da EJA. E é em busca desse resultado que buscamos parcerias como essa”, disse Greice.




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