Campos dá mais um passo para fortalecer educação inclusiva na rede municipal


Nesta quinta-feira (30), o secretário de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), Marcelo Feres, conheceu a Clínica Escola do Autista em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, referência nacional em tratamento e escolarização de crianças portadoras da síndrome do espectro autista. Feres, acompanhado da assessora técnica da Seduct, Catia Melo, participou de uma reunião com a idealizadora do projeto, Berenice Piana. O objetivo foi conhecer a estrutura e funcionamento da unidade, já visando a implantação da Clínica Escola do Autista em Campos, com recursos provenientes de verba parlamentar da deputada federal Clarissa Garotinho e recursos do Ministério da Mulher, da Famílias e dos Direitos Humanos. "O contato com a Berenice Piana foi uma experiência para compreender como esse projeto foi concebido e como vem sendo desenvolvido no município de Itaboraí, o que possibilita que a gente possa utilizar esse modelo como referência e tenhamos condições de dar sequência ao nosso processo de educação inclusiva na perspectiva das pessoas com transtorno do espectro autista. Sem dúvida foi uma experiência rica, tanto em termos profissionais quanto pessoais, dada a experiência da Berenice, que nos trouxe uma imensa informação em relação ao que é possível fazer em prol dessas crianças, que podem ter muito mais qualidade educacional e de vida", contou o secretário. Para Catia Melo, a Clínica Escola do Autista é a referência de uma proposta pioneira e necessária, que contribui efetivamente para a saúde e o processo de aprendizagem de alunos com espectro autista. "Berenice Piana, idealizadora da Clínica Escola do Autista, acima de tudo é uma referência para minha vida pessoal, pois, graças a ela, consegui encontrar o caminho para o diagnóstico precoce do meu primogênito 10 anos atrás. Conhecê-la pessoalmente foi realizar um sonho. Campos dos Goytacazes certamente vai ganhar - e muito - com esta implementação", comentou Cátia. Berenice Piana destacou a importância de Campos contar com uma Clínica Escola do Autista, projeto idealizado e desenvolvido primeiramente em Itaboraí e que totaliza três unidades no Brasil, com outras já em funcionamento em Tanguá (RJ) e Cascavel, no Paraná. "A importância vem do fato dessas clínicas escolas serem um norte para o tratamento do autismo, que não tem cura e tem de ser continuado, tem de ser para a vida inteira. Autistas precisam de tratamento antes de irem para a escola, caso contrário, vão sofrer muito. Então, primeiro a gente trata, depois encaminha para o ensino individualizado e, aí, já preparado, o autista vai para o ensino regular. Equipamentos como esses são urgentes, pois o número de casos de autismo aumenta no mundo inteiro e o professor não é médico, não é terapeuta, é educador. Fico feliz em saber que Campos logo terá a sua Clínica Escola do Autista, para poder realmente promover a educação inclusiva e servir de farol para outras cidades brasileiras", esclareceu a mãe atípica.

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