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Educação cria Coral da Convivência Inclusiva na Cidade da Criança





A Ciência já provou que a música pode ser uma ferramenta eficaz no desenvolvimento do ser humano como um todo. E muitos estudos a apontam como importante instrumento no processo de ensino-aprendizagem, principalmente para as crianças com deficiências ou com síndromes como a do espectro autista, por exemplo. Foi pensando nisso que a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) criou o Coral da Convivência Inclusiva, que conta com participação de cerca de 20 crianças atendidas na Escola de Aprendizagem Inclusiva (EAI) da Cidade da Criança Zilda Arns, além do apoio dos profissionais que trabalham no espaço e orientação geral do professor Lucas França.


De acordo com o secretário da pasta, Marcelo Feres, os ensaios estão acontecendo às terças e quintas e a primeira apresentação ao público vai acontecer na festa de Natal que será promovida na Cidade da Criança no próximo sábado (17) a partir das 15h, com dezenas de outras atrações e atividades.




"A música é capaz de estabelecer conexões entre a mente e o corpo, ao influenciar no desenvolvimento de várias habilidades, ao ajudar de maneira efetiva a todos que tenham o contato com ela. Por isso, estamos oferecendo mais esse serviço na Cidade da Criança. Nosso objetivo é despertar e incluir crianças com necessidades especiais no convívio social, familiar e escolar. As aulas acontecem em grupo e estimulam a sensibilidade, autoestima, o gosto pela arte, a socialização, dentre tantas outras habilidades", afirmou o secretário.


A assessora técnica da Seduct, Catia Mello, disse que o objetivo é potencializar as habilidades musicais dos estudantes da EAI. "Além das 20 crianças que participam, quatro professores da Escola de Aprendizagem Inclusiva e nove monitores também integram o Coral, dando sustentação e atuando como base de apoio para essas crianças", explicou.



Lucas é voluntário na ação; tem formação musical cristã pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro e Licenciatura em Música pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF). Para ele, a música é uma linguagem universal, ela desfaz a diferença entre os indivíduos, unifica e aproxima os povos.



"Em nosso Coral da Convivência Inclusiva, a música veio para superar as diferenças e trazer algo em comum entre nós: o desejo de expressar os sentimentos fraternos presentes entre típicos e atípicos, ultrapassando a barreira dos diagnósticos e fortalecer o grito de inclusão presente no semblante de cada pai e mãe dos nossos pequenos. A prática da musicalização no espaço que temos impulsiona o aprendizado, somatiza no desenvolvimento cognitivo-comportamental e na motricidade das crianças, estimulando a criatividade e tornando possível todo tipo de manifestação artística, desprendido de paradigmas tradicionais, trazendo a música pela música", destacou o professor.


Kaline é mãe de Emanuelle Belém de Andrade, de 11 anos, aluna da Escola Municipal Sebastiana Machado da Silva, no bairro IPS, e falou sobre a novidade. "Eu amei muito e minha filha também. Ela tem autismo e síndrome de West e tenho certeza de que vai ajudar bastante no desenvolvimento dela. Ela adora cantar e dançar e sei se ela está gostando só de ver as reações dela. No primeiro ensaio, ela já aprontou todas e é muito bom perceber esse avanço", comentou a mãe.








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