Instituto Helena Antipoff foi o tema do Programa Hora da Educação



A diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff/RJ e Especialista em Gestão Pública, Claudia Medina de Almeida, foi a convidada do programa Hora da Educação dessa quarta-feira (22), apresentado pelo secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres. O tema desta semana foi “Conhecendo o Instituto Municipal Helena Antipoff e a proposta de parcerias com a Seduct”. Cláudia é também mestranda na área de Ciências Políticas e está à frente do Instituto há cinco meses. A instituição é um estabelecimento público de ensino especializado em Educação Especial, ligado à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio, e é centro de referência em Educação Especial no Brasil. O Helena Antipoff atua ainda na formação de profissionais da rede, com o apoio da Escola de Formação Paulo Freire, e no atendimento e suporte a todo serviço de apoio as 1.544 escolas que possuem alunos incluídos e que são o público alvo da Educação Especial. O Helena Antipoff tem esse nome por causa de uma psicóloga, pedagoga, russa, que veio para o Brasil em 1929, a pedido do Governo de Minas Gerais. O objetivo era trabalhar na reforma do Ensino Público, inspirada na questão de trazer a psicologia para dentro dos espaços de formação de professores, trabalhando com esse olhar, evidenciando e testando os alunos de diversas áreas e poder aquisitivo. “Helena é a precursora e criadora do termo ‘excepcional’, onde se deixa de chamar essas crianças de ‘retardados’ e passa a se pensar em políticas e estratégias de atendimento para esse público. Ela também criou a sociedade Pestalozzi no Brasil. Em 1974, Helena faleceu e em 1994 foi criado o Instituto que leva seu nome”, conta Cláudia. O Instituto funciona, hoje, no local onde era um hospital psiquiátrico e conta com 4 salas de recursos: transcrição à Braille; altas habilidades e superdotação; Libras e também de comunicação alternativa e mobilidade. No local, há ainda um espaço onde os alunos participam, no contraturno das aulas, de atividades teatrais, de dança e ainda de informática e tecnologias. A diretora explicou ainda que, hoje, a Rede Municipal do Rio de Janeiro tem cerca de 700 mil alunos e 21 mil incluídos. “É muito importante que vocês criam e produzam soluções. Há uma série de atividades desenvolvidas para os alunos, com suas demandas específicas. Isso é um caminho muito interessante e queremos que os nossos profissionais de Educação também possam visitar o espaço de vocês, que possamos fazer uma parceria, costurar uma aproximação e absorver toda essa experiência do Instituto Helena Antipoff”, disse Feres. No início de maio, Marcelo Feres cumpriu uma agenda de inclusão no Rio de Janeiro, com a presença do vereador Leon Gomes, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara Municipal, e da assessora técnica da Seduct, Catia Mello, mãe atípica de um casal de filhos. Eles visitaram o Helena Antipoff, onde o secretário articulou uma parceria para que o Instituto capacite os profissionais da rede municipal de ensino. “Incluir não é só colocar um estagiário dentro de uma escola ou uma rampa na rua. Incluir é proporcionar a nossa população situações de inclusão e como essa população vai reagir frente a essas situações. É quando temos um cadeirante na rua, que não consegue subir o meio fio, com ou sem rampa, e a gente auxilia. É quando temos um aluno dentro da sala de aula e a gente entende suas dificuldades, fragilidades e potencialidades dele como entenderíamos de qualquer outro aluno.

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