minicurso de grafismo indígena começou a ser ministrado hoje


Começou nesta terça-feira (21), e vai até sexta-feira (24), o minicurso “Grafismo Indígena Brasileiro: metodologias em sala de aula”, realizado pelo Núcleo de Artes e Ofícios da Coordenação da Animação Cultural da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Seduct). O minicurso acontece no auditório Reginaldo Rangel, do Instituto Federal Fluminense (IFF) - campus Centro. O evento foi aberto pela subsecretária, Rita Abreu, que representou o secretário da pasta, Marcelo Feres. O minicurso está sendo ministrado e foi criado pelo instrutor de Artes e Ofícios, pesquisador da cultura indígena brasileira, Edeilson Fernandes. Ele ressaltou que a capacitação é para os profissionais da Educação e também para todos os interessados em expandir conhecimentos na área da cultura brasileira. “Demos início hoje à capacitação aos nossos gestores e professores sobre o tema Grafismo Indígena: metodologias em sala de aula. Nosso instrutor Edeilson nos proporcionou uma manhã de muito conhecimento e troca de experiências, com uma abordagem muito enriquecedora, trazendo-nos exemplos da cultura indígena e sua contribuição. Agradecemos imensamente ao IFF Centro, parceiro desta proposta pedagógica”, disse Rita. Edeilson explicou, ainda, que, durante a capacitação, vai ser abordado o processo do desenvolvimento do grafismo e da pintura corporal indígena, utilizado pela maioria das etnias brasileiras. Dessa forma, pretende-se incentivar a criação de grafismos em sala de aula, usando a didática para privilegiar uma cultura essencialmente brasileira. “Mesmo com a inserção da lei 11.645/08 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e que incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”, o desconhecimento sobre as culturas e costumes dos povos originários brasileiros, ainda, é uma realidade constante nas escolas e apresenta uma lacuna nas grades curriculares, afastada do pertencimento que todos deveriam ter a respeito da formação da cultura brasileira, fundamentada sobre as matrizes indígenas e africanas”, acrescentou Edeilson. A professora de arte Daniele Mialha resolveu fazer o curso porque acredita que o conteúdo é muito relevante para sua atuação nas escolas. “Essa capacitação é muito importante para que possamos trabalhar junto às crianças e, principalmente, nos dias atuais; é essencial conhecer mais profundamente o cenário indígena”, comentou Daniele. Quem também resolveu fazer a capacitação foi a animadora cultural Genilce Cordeiro. É muito importante esse resgate da cultura indígena. Sem dúvida alguma os ensinamentos que irei absorver aqui vão ser muito importantes para o meu trabalho junto às crianças”, acredita Genilce.

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