Oficina de Educação Inclusiva para Colaboradores da Cidade da Criança





A oficina de boas práticas na Educação Inclusiva para Colaboradores da Cidade da Criança Zilda Arns aconteceu nesta segunda-feira (21) e terça-feira (22), das 13h às 15h. A psicopedagoga Anamaura Monteiro e a professora de Libras, Lícia Azevedo, ministraram a capacitação ontem e, hoje, as palestras ficaram por conta da professora e pedagoga, Rafaella Pessanha, e da psicopedagoga Ana Valéria Rodrigues. Todas são servidores do setor de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct).


Nos dias 08 e 11 de novembro, a Secretaria ofertou, também, oficinas sobre deficiência auditiva e deficiência visual para os colaboradores da Cidade da Criança. O local foi transformado pelo prefeito Wladimir Garotinho, este ano, em um Centro de Lazer, Educação e Convivência Inclusiva, passando a abrigar, além do parque temático, uma Escola de Aprendizagem Inclusiva. Tairine dos Santos é uma das monitoras no parque e falou sobre as capacitações.


“Desde o início, me afeiçoei a esse projeto pela proposta de oferecer uma escola em que cada criança, independente de sua necessidade, é tratada com respeito e dignidade. O treinamento realizado hoje foi de extrema importância para todos nós que estamos em contato direto com as crianças com deficiência e com as famílias dessas crianças. É essencial saber usar os termos corretamente para que a família, além da criança, se sinta realmente acolhida e principalmente compreendida, não sendo mais uma vez alvo de exclusão ou tratamento que cause constrangimento, uma vez que ainda há muito preconceito e discriminação por parte da sociedade que está atrasada e armada de ideias pré-concebidas e ainda não se preparou para incluir e tratar como igual aqueles que são diferentes. Foi bastante interessante saber os termos corretos para tratar cada pessoa com deficiência e entender que cada um tem a sua necessidade. Aprendi que não se pode falar "portador" e sim "pessoa com deficiência", que não existe "surdo-mudo" e sim "deficiência auditiva" ou apenas "surdo", de acordo com o grau de perda auditiva, além de outros assuntos tratados. Foi gratificante e de muito valor”, opinou.


De acordo com a assessora especial da Seduct, Catia Mello, “O objetivo é fornecer informações acerca da convivência inclusiva e promover a reflexão dos colaboradores da Cidade da Criança sobre essa temática".


A coordenadora do Departamento de Educação Especial Inclusiva, Carolina Carmo, acrescentou: “Esses momentos são fundamentais para a formação continuada de todos os profissionais, pois viabilizam as trocas de saberes, proporcionando cada vez mais assertividade em nossas práticas”.





Professora de Libras da Escola de Aprendizagem da Cidade da Criança, com Curso avançado de Libras e estudante de Pedagogia, Valéria Martins Rocha Barbosa, foi a palestrante da oficina sobre Libras, na semana retrasada. Ela falou sobre o alfabeto manual; como iniciar um diálogo em libras; alguns sinais de sentimentos; sinais de antônimo; sinais mais usados com o surdo; verbos mais usados na Libras; curiosidade sobre a Libras, entre outros assuntos.

Já a Oficina sobre Deficiência Visual foi ministrada pelo professor da Rede Pública de Campos e Macaé, Raul Ferrarez Alves. Ele também é escritor, pós-graduado em Atendimento Educacional Especializado pela Faculdade Martins; pós-Graduado em neuropsicopedagogia pela Faculdade Metropolitana; tem licenciatura em Pedagogia CEDERJ/ UNIRIO; presidente do Serviço de Assistência São José Operário- Educandário para Cegos e Presidente do Conselho Municipal Para Inclusão Social da Pessoa Com Deficiência. Raul é deficiente visual e falou sobre “Como relacionar-se com as pessoas com deficiência visual”.



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