Pais e alunos aprendem Libras e Braille juntos na Escola de Aprendizagem Inclusiva






A Escola de Aprendizagem Inclusiva, que funciona na Cidade da Criança Zilda Arns, já nasceu diferente e com uma proposta inovadora. Diversas atividades estão sendo realizadas no local para crianças típicas, atípicas, profissionais do ensino e pais de alunos. As aulas de Braille e Libras são duas propostas que merecem destaque, já que são ofertadas não apenas aos alunos com necessidades educacionais especiais. Os pais desses estudantes participam das aulas e aprendem juntamente com seus filhos, garantindo um melhor resultado no processo de ensino-aprendizagem, mais confiança e segurança para os alunos e garantindo um apoio maior para os familiares.

Sistema Braille é um código formado por sinais em relevo que possibilitam a leitura e escrita das pessoas com deficiência visual, parcial ou total. Raul Ferrarez leciona braille, soroban e dosvox na rede municipal de ensino e está auxiliando os estudantes na Escola de Aprendizagem Inclusiva (EAI) e seus familiares. Ele acredita que essa modalidade na Cidade da Criança vai mudar a realidade das crianças das escolas municipais.



“Atendo a rede desde 2013, mas essa Escola na Cidade da Criança é algo novo e diferente. Trabalhei com criança cega no Pequeno Jornaleiro, onde também atendi autistas, pessoas com paralisia cerebral e esse é mais um desafio da vida. No diploma da gente, não diz que somos professor de a, b ou c. Somos simplesmente professor e temos que atender bem a todos. A gente tem que se adequar à realidade do aluno e não o aluno à nossa realidade. Tudo que é novo para o aluno provoca curiosidade e, consequentemente, interesse. Tenho certeza que o resultado para a família também será muito bom”, afirmou o servidor.

Já libras é a Língua Brasileira de Sinais, um conjunto de formas gestuais utilizado por deficientes auditivos para a comunicação entre eles e outras pessoas, sejam elas surdas ou ouvintes. O método está sendo ensinado pela professora Valéria Martins na EAI, que aplica os ensinamentos na prática de forma pedagógica e didática, não apenas de forma tradicional, mas com objetos concretos, os animais gigantes da Cidade da Criança, jogos pedagógicos, entre outros métodos.

“Muitas vezes, os pais não têm condição de ensinar para seus filhos, porque nem eles sabem libras. Por isso, essa decisão da Secretaria de Educação de ensinar aos pais e aos filhos juntos é muito benéfica. É a garantia de que o resultado vai ser um sucesso, pois em casa essas crianças terão com quem treinar e os pais serão seus incentivadores. A primeira língua deles é libras e ter quem ensine para eles, mesmo antes do português, é maravilhoso. Isso vai mudar a realidade deles”, comentou Valéria, afirmando que também passa atividade para casa a fim de quem eles revejam os conteúdos no final de semana.

Mariah Sardinha é mãe de Davi e falou sobre a importância do serviço. “Está sendo muito bom porque não só ele está aprendendo, mas eu também estou aprendendo a lidar com ele, a entender e conversar melhor. Essa Escola está sendo ótima para ajudar as crianças que têm deficiência auditiva”, disse a mãe.

Confira abaixo as atividades previstas durante a semana



Escola de Aprendizagem Inclusiva
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