Prefeitura dialoga por uma escola segura e com regime híbrido




A Prefeitura de Campos dialogou com pais de alunos de escolas particulares e representantes dessas unidades e caminhou para um consenso unindo ações que assegurem escolas seguras e com regime de ensino híbrido. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta quinta-feira (03), na sede da Prefeitura com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Norte e Noroeste Fluminense (Sinepe) e com representantes de pais de alunos de escolas privadas. O encontro, que estava agendado para sexta-feira (04), foi antecipado para hoje e promovido pelo secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres, secretário de Saúde, Paulo Hirano, subprocurador Geral do Município, Gabriel Rangel, e o subprocurador adjunto, Rodrigo Gentil.

Ficou acordado que as escolas públicas e privadas abrirão as unidades escolares, durante o mês de fevereiro, em regime híbrido, visando promover um mapeamento, acompanhamento e atendimento individualizado junto aos alunos e pais de alunos, a fim de identificar as dificuldades e limitações encontradas após dois anos de pandemia, e desenvolver um projeto de reforço escolar.


No caso dos alunos do Ensino Fundamental – anos finais (6º ao 9º) e Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal de ensino e na rede privada, as aulas presenciais em grupo seguem liberadas a partir da próxima segunda-feira (07), respeitando as regras sanitárias. Já os alunos do Ensino Fundamental – anos iniciais (1º ao 5º) e os alunos da Educação Infantil (entre 0 e 5 anos incompletos - berçário, maternal I e II, e pré-escolar I e II) deverão receber o atendimento individualizado para reforço escolar, até completarem 15 dias após tomarem a vacina contra covid.

“O objetivo é nivelar a aprendizagem dos estudantes, de modo que ninguém fique para trás. Todos os profissionais deverão estar nas escolas a partir de segunda-feira (07) de forma presencial, incluindo assistentes sociais, pedagogos, professores, etc, para fazermos esse acompanhamento e reforço individualizado. Paralelo a isso, precisamos avançar no processo de imunização dos estudantes, de modo a garantir um retorno presencial seguro para toda a comunidade escolar. O foco, neste momento, é a vacinação dos alunos”, orientou Marcelo.

Também ficou pactuado que a Prefeitura fará a atualização do decreto municipal, a fim de esclarecer possíveis pontos de dúvidas e elucidar, ainda, as possibilidades pedagógicas para um melhor aproveitamento dos espaços no ambiente escolar. Além disso, as escolas se comprometeram a promover uma campanha de incentivo à vacinação, para um retorno seguro às aulas presenciais, tanto para os estudantes quanto para os profissionais do ensino. A Seduct está elaborando, ainda, um Manual Operacional do Projeto Escola Segura e Aberta a fim de nortear os trabalhos.

De acordo com Paulo Hirano, todas as decisões tomadas no Gabinete de Crise partem de embasamento técnico e científico. “Não existe proibição de volta às aulas. O município não está de olhos fechados à saúde financeira das empresas. Fui gestor de universidade particular e sei bem como é a realidade das instituições privadas. Todas as decisões da Prefeitura estão sendo tomadas com base no quadro atual epidemiológico do município, em razão do avanço da pandemia. Vínhamos numa sequência bastante linear e favorável, a ponto de conseguirmos reverter os leitos de UTI que eram destinados à Covid. No entanto, agora o sistema já estrangulou novamente. Houve uma explosão súbita de casos. Os índices de positividade eram de 2% e agora são de cerca de 50%. A maior vulnerabilidade, atualmente, está nas crianças e elas não estão imunizadas porque a vacinação só foi liberada recentemente”, explicou Hirano.

Um dos diretores de escola privada, Fabiano Rangel, falou sobre a pactuação. “Foi muito importante esse diálogo, que era o que estávamos buscando desde o início. Queríamos que a Prefeitura nos ouvisse, pois sabemos da realidade dos nossos alunos e seus pais, além de estarmos desde o início tomando todos os cuidados para um retorno seguro. Saímos esperançosos que os pontos abordados nesta reunião serão revistos. Aproveito para pedir aos responsáveis pelos estudantes que levem seus filhos para vacinar. Queremos todos na escola", disse.

Para a presidente do Sinepe, Rosana Juncá, o momento é de esperança. “Estamos esperançosos com a atualização do decreto e, nesse sentido, as crianças que já foram vacinadas poderão retornar às escolas antes. Conseguiremos trabalhar de forma híbrida, com grupo pequenos, à medida que a imunização for avançando. Acho que assim vai tudo caminhar bem”, comentou.

APAEP - Representantes da Prefeitura também receberam em reunião, na quarta-feira (02), o presidente da Associação de Pais de Alunos de Escolas Particulares de Campos dos Goytacazes (APAEP), Hanania Mongin. O procurador Geral do município, Roberto Landes, e o subprocurador geral Gabriel Rangel esclareceram os termos do decreto 012/2022 que estabelece o Nível III – Fase Amarela do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Sociais. Participaram ainda do encontro o secretário Marcelo Feres; secretário Paulo Hirano; e subchefe do gabinete do vice-prefeito, Sergio Cunha.

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