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Prefeitura lança projeto Educação Solidária – adote um servidor




O Secretário Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres, lançou o projeto Educação Solidária - Adote um Servidor, com a presença do prefeito Wladimir Garotinho e da primeira-dama, Tassiana Oliveira. O objetivo é garantir apoio material e emocional aos profissionais da rede municipal de ensino prejudicados com as enxurradas que acometeram o distrito de Santo Eduardo, principalmente, no mês de março. Cerca de 10 educadores foram acometidos também em Conselheiro Josino, Travessão e Farol de São Tomé, por exemplo.


Na próxima semana, a Seduct vai informar como a entrega do material poderá ser feita. A proposta é garantir a doação de itens como panelas, toalhas de banho, toalhas de rosto, copos, talheres e produtos de limpeza, por exemplo. A própria Secretaria de Educação disponibilizará transporte para levar o material. 


Servidoras como Raquel Fiúza, da EM Nossa Senhora Aparecida, Ângela, da Creche José Silveira Lubanco, e Fabiana Rosa, diretora da Creche Paulo Freire, perderam tudo; menos a fé e a esperança! Elas foram homenageadas pelo prefeito e pelo secretário em uma reunião de gestores que aconteceu na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), na segunda-feira (1).




“Vamos passar o que tiver que passar juntos. Para as pessoas que perderam as casas, vamos dar aluguel social. Também vamos inscrevê-las no Cartão Recomeçar, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que ofertará benefício no valor de R$ 3 mil, para auxiliar a população em vulnerabilidade a superar os prejuízos das chuvas. Vamos garantir, ainda,

linha de crédito para os comerciantes dessas localidades”, afirmou o prefeito. 




Segundo Wladimir, mais de mil residências foram completamente destruídas. “O que eu vi de amor e solidariedade em Santo Eduardo nos dias em que ficamos lá, não vi em lugar nenhum. Que Deus continue tranquilizando o coração de vocês e sustentando, pois nunca se viu aquela quantidade de água naquele distrito. Não deixem de orar pela comunidade de Santo Eduardo. O risco de vida e desespero passaram, mas agora ficam os prejuízos e a angústia dessas famílias. Ajudem essas guerreiras, pois precisam do apoio de todos nós”, acrescentou Wladimir. 




Receita Federal


O secretário afirmou que pediu apoio, também, à Receita Federal do Brasil, parceira da Seduct em outras frentes de trabalho. “Em caráter emergencial, a Receita Federal também vai garantir apoio material e vão doar o que puderem. E nós também podemos atuar juntos. Rede é isso: união. Nessa semana, já montamos alguns kits também com apoio de empresas que atuam na Educação de Campos para auxiliar essas educadoras”, destacou Marcelo.



“Eles estavam realmente preocupados com nossa vida” 



A diretora Fabiana disse que a ajuda da Prefeitura foi essencial. “Quando o prefeito esteve na minha casa, eu tinha perdido tudo, mas, há um tempo atrás, eu já tinha perdido a coisa mais importante da minha vida, que era minha filha. O material eu posso conseguir de novo, como sofá, cama, mesa, etc. De longe, eu vi o prefeito, a gente precisava muito desse acolhimento, força e abraço. E o prefeito fez isso com toda sua equipe, se mobilizou e nos prestou auxílio. Vocês não têm noção da união que foi entre a Prefeitura de Campos, as igrejas e a população. Não teve religião aparecendo, mas pessoas unidas salvando vidas. À noite, parou um trator na minha porta com professor Marcelo e a assessora Cátia. Eles estavam realmente preocupados com nossa vida. Saímos molhados, mas todos vivos. Muito obrigada, prefeito, e professor Marcelo. Vocês mostraram o quanto as pessoas são importantes”, declarou a diretora.



Raquel contou que ainda “ouve” barulho de água e de correnteza e que chegou a ser arrastada pela enxurrada. “Estou dormindo apenas duas horas por noite, estou com trauma, quando chove mais, já fico nervosa. Quando tudo aconteceu, eu estava de pijama e quando enxerguei o professor Marcelo, vi uma luz no fim do túnel, pois estava isolada. Reconheci Marcelo pelos olhos, gritei, ele me ouviu e voltou com o trator. Depois retornaram com quentinhas e água. Havia pessoas saqueando casas, caíram todos os muros da minha rua. Enfim, eu amo Santo Eduardo e minha casa estava recém-reformada com muito custo, após anos de economia. O prefeito também foi na minha rua e nos acolheu. Eu via nos olhos do prefeito e de Marcelo uma humanidade muito grande. Nunca vi tanta ajuda num lugar. Se estou tomando água e me alimentando é por doações e visto a roupa da minha mãe”, lembrou emocionada. 


Assim como elas, o senhor Ebinho, morador de Santo Eduardo, que auxiliou a população com seu trator no pior dia da enxurrada, também foi homenageado.



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