Projeto Beija-Flor: saudável convivência social nas escolas


Boa convivência, respeito, diálogo, honestidade, sinceridade, parceria. Esses são alguns dos conceitos cada dia mais necessários à construção de uma sociedade melhor. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) oferece o Projeto Beija-flor, uma ação preventiva e interventiva do Serviço Social/Coordenação Multiprofissional, com o objetivo de refletir com os alunos envolvidos, através de recursos didáticos e paradidáticos, sobre os valores necessários à saudável convivência social. De acordo com o secretário da pasta, Marcelo Feres, o trabalho é desenvolvido buscando a possibilidade de mudanças de atitudes, motivando os estudantes para a autoconsciência sobre os próprios atos e para o desejo da retransmissão dos valores fundamentais nas relações sociais. “Atualmente, o projeto está sendo executado no Ciep Arnaldo Rosa Viana, Parque Aurora; Ciep Professora Carmen Carneiro, Eldorado; e E.M. Lions I, Santa Rosa. Cerca de 120 alunos estão sendo contemplados. A proposta é avançar para outras unidades escolares em breve e espalhar essa boa prática desenvolvida por excelentes profissionais para toda a rede”, disse Marcelo. Segundo a coordenadora do setor Multiprofissional, Adriana Lima, temas como drogas, bullying, violência doméstica, abuso sexual, homofobia, preconceito, gravidez precoce, entre outros assuntos são abordados nas ações. “Além disso, quando tomamos ciência que algum dos nossos alunos estão, de alguma forma, inseridos em algumas dessas questões, orientamos para que seja seguido o protocolo da Seduct, que inclui acionar a direção escolar para que encaminhe os envolvidos para os assistentes sociais que atendem a unidade, a fim de buscarem resolução para a problemática, em parceria com psicopedagogos, pedagogos e psicólogos da rede municipal de ensino. Os professores também são orientados a trabalharem o assunto como temas transversais em sala de aula, na rotina de cada turma”, informou Adriana. As técnicas responsáveis pelo projeto são as assistentes sociais Cristina Monteiro e Virgínia Vieira. “Desenvolvemos rodas de conversas com os alunos e orientações sobre diversos temas. O projeto começou com a ideia de ajudar a diminuir as estatísticas de violência, depressão, bullying, agressividade, desrespeito ao professor e ao próximo, evitando, assim, sobrecarregar os conselhos tutelares. São questões que dizem respeito ao grupo familiar, mas que interferem no ambiente escolar. Casos que podemos resolver, muitas vezes, na própria escola, a fim de evitar que se transformem em ato infracional”, explicou Cristina. Cristina acrescentou que a proposta é criar uma socialização saudável e agradável dentro da escola. “Já temos alunos encaminhados para cursos técnicos e profissionalizantes, atividades esportivas, etc. Trabalhamos em parcerias com os professores e responsáveis pelos alunos, com vídeos, jogos, dinâmicas de grupo, rodas de conversa, poesia, música, dança, piquenique solidário, etc. Procuramos trazer as famílias de tempos em tempos para dentro das escolas, a fim de que os familiares acompanhem os avanços que seus filhos vão obtendo. A gente não espera a demanda vir até a nós, procuramos trabalhar de forma preventiva”, disse.

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