Secretário de Educação de Salvador fala sobre como enfrenta desafios na pandemia

Centenas de profissionais da rede municipal de ensino assistiram a live ao vivo, participando ativamente do chat durante a transmissão que aconteceu pelo Canal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE) no Youtube

Imagem Ilustrativa: Reprodução You Tube PAE


O secretário de Educação de Salvador, Marcelo Oliveira, participou do Projeto Hora da Educação com o secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Campos, Marcelo Feres, nesta quinta-feira (19). Centenas de profissionais da rede municipal de ensino assistiram a live ao vivo, participando ativamente do chat durante a transmissão que aconteceu pelo Canal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE) no Youtube. Ele falou sobre como enfrenta os desafios durante a pandemia do coronavírus. Assista AQUI.

Com vasta experiência em gestão pública, Oliveira foi prefeito do município de Mata de São João, na região Metropolitana de Salvador por dois mandatos (2013 a 2020). Na administração municipal, também exerceu os cargos de vice-prefeito (de 2009 a 2012) e de secretário da Educação (2007 a 2008), da Saúde (2006 a 2007) e da Administração (2005 a 2007). Para ele, a interrupção nas aulas tem gerado prejuízo irreparável para os estudantes, que começarão as aulas semi-presencias na próxima segunda-feira (23). Salvador tem conquistado avanços constantes no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos últimos anos, figurando como a capital que mais avança em educação.

“Todos os nossos projetos da educação foram aprovados e estimulados pelo nosso prefeito. No primeiro mandato do prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto, éramos a 24ª capital do Brasil em termos de desempenho na Educação. Em oito anos, subimos 14 posições entre as capitais, apresentando um desempenho muito grande. Mas em 2021, os desafios estão sendo ainda maiores em razão da pandemia. Os efeitos da pandemia vão se refletir nos próximos oito a dez anos. Por isso, podemos afirmar que o ensino remoto veio para ficar. Apenas 20% dos nossos alunos têm acesso à internet em casa. Ou seja, 80% ficaram excluídos. Assim, optamos por produzir as aulas pela televisão com apoio de cadernos. Um processo complexo do ponto de vista logístico, pois os pais pegavam os cadernos e devolviam na escola na outra semana. Não era o que gostaríamos, mas foi o possível de se fazer naquele momento. No entanto, vamos oferecer, em breve, um tablet por aluno com pacote de dados ainda este ano. Também estamos desenvolvendo um portal com um plano pedagógico. Além disso, todos os nossos professores também vão receber um chromebook para produzir as aulas e acompanhar o ensino remoto”, assegurou Oliveira.

O secretário de Campos, Marcelo Feres, é doutor em Educação pela Universidade de Brasilia (UNB) e mestre em Engenharia de Software pela Vrije Univesiteit Brussel - Bélgica / Ecole des Mines de Nantes - França. Atuou no Ministério da Educação (MEC), onde ocupou diversas funções de gestão na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC), incluindo as funções de Diretor de Integração das Redes de Educação Profissional, responsável pela implantação do Programa Pronatec (2012-2014) e secretário Nacional de Educação da SETEC/MEC (2015 - mai/2016).

“É necessário pensar a educação no pós-pandemia, criar a ideia de continuidade das políticas públicas, de Estado, não de política partidária. Não pode haver ruptura dos projetos que estão dando certo, quando há mudança de governo porque isso prejudica muito as políticas públicas. Aqui em Campos, o prefeito Wladimir também está muito aberto à agenda da Educação, todas as nossas propostas estão sendo aprovadas. Ele nos deixou um caminho aberto para fazermos a educação avançar. Acredito que é possível mudar e já começamos esse caminho”, disse Feres.