Secretários de Educação de São Paulo e de Campos falam sobre desafios na pandemia

Eles promoveram reunião virtual nesta terça-feira (11). Uma nova agenda entre os dois secretários ficou marcada para o mês de dezembro deste ano.



O secretário Municipal de Educação de São Paulo (SME), Fernando Padula, participou de reunião virtual com o secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia de Campos, Marcelo Feres, nesta quarta-feira (12). Eles falaram sobre propostas de gestão, desafios do mundo digital na pandemia, avanços tecnológicos, políticas públicas para a pasta e trocaram experiências, visando melhorar a qualidade do ensino. Fernando Padula é bacharel em Direito e servidor público do Governo do Estado de São Paulo. Pós-graduado no programa Latino-Americano de Governabilidade, gerência política e gestão pública da Fundação Getúlio Vargas; e mestre em Cidades Inteligentes e Sustentáveis.

Ele foi vencedor do Prêmio Mario Covas de Gestão Pública em três oportunidades pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo (FUNDAP), e apresentou a estrutura da rede municipal de ensino, que conta com mais de 500 escolas e cerca de 400 mil estudantes.

"Nossa rede implantou o Índice de Desenvolvimento da Educação Paulista (Idep), um indicador usado para medir, ano a ano, o desempenho dos estudantes dos anos iniciais e finais do fundamental de todas as escolas municipais da Capital. O Idep segue a metodologia similar à do Ideb - o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do governo federal. No entanto, aqui em São Paulo, são considerados outros dois indicadores: avaliação do nível socioeconômico de cada escola, com base em dados dos estudantes, como a escolaridade da mãe, por exemplo; e o Índice de Complexidade de Gestão, que considera o perfil de cada escola, como o tamanho dela, e a dificuldade de administrá-la", explicou Padula.

Para Padula, a Pandemia trouxe inúmeros prejuízos à Educação no país e no mundo. Entretanto, um saldo positivo foi a disrupção na educação, em relação à tecnologia e o professor, que tinha, em alguns casos, receio ou desconhecimento. "Fomos obrigados a entrar nesse mundo tecnológico de forma mais rápida e de cabeça e não podemos permitir que isso aconteça somente na Pandemia. Precisa ser um caminho constante. Por isso, estamos investindo nos professores e nos estudantes. Estamos entregando notebooks para professores e alunos do ensino fundamental. Além disso, para os alunos de 4 e 5 anos de idade, entregamos notebooks nas escolas. Também temos muito a aprender e trocando experiências, a gente só tende a crescer", disse.

Marcelo, que é professor e servidor público do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFF), tem vasta experiência e atuou como secretário nacional de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC). Uma nova agenda entre os dois secretários ficou marcada para o mês de dezembro deste ano.

"Estamos trabalhando muito para vencer os atrasos da nossa rede de ensino de Campos, e inserir, de fato, a tecnologia nas escolas. Nossa grande preocupação é justamente não permitir que haja um retrocesso nesse ponto quando a pandemia acabar. A proporção é outra, dada o tamanho da rede de São Paulo, mas os problemas são os mesmos. Independente do tamanho da cidade, temos grande responsabilidade com a educação do nosso país.

Em ambas as redes, os professores perceberam a importância do retorno presencial e estão contribuindo para o avanço do ensino híbrido. "Nossos entraves não são apenas objetivos, materiais. Há toda uma cultura a ser revista, principalmente no uso das novas tecnologias. Por isso, o investimento nos profissionais e nos alunos é essencial, e já estamos trabalhando para isso", assegurou Marcelo.


Reportagem: Kamilla Uhl

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