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Secretaria de Educação e Seap afinam detalhes do Projeto Dignidade Menstrual




O secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), Marcelo Feres, recebeu, nesta quarta-feira (23), representantes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP) para afinar os últimos detalhes do Projeto Dignidade Menstrual. O projeto visa à produção de absorventes por mulheres que cumprem pena no sistema prisional feminino de Campos dos Goytacazes para que sejam distribuídos para as adolescentes matriculadas na rede municipal de ensino.


De acordo com o secretário, em algumas semanas, a produção será iniciada. A expectativa é produzir cerca de 70 mil absorventes/mês. “As internas estão participando de capacitação e receberão certificados da Seduct. Queremos, com essa medida, evitar que as adolescentes faltem as aulas durante o período menstrual, por não terem condições financeiras para adquirir o absorvente. As ações irão beneficiar as pessoas privadas de liberdade e, principalmente, nossas estudantes das escolas municipais”, afirmou Marcelo.


Participaram da reunião a coordenadora das Unidades prisionais femininas e LGBTQIA+, Aline Camilo; coordenadora de Inserção Social da SEAP, Fernanda Trovao; o coordenador das Unidades Prisionais do Norte e Noroeste, Amaro Luís Martins; e a assessora técnica da Seduct, Catia Mello.


Segundo Aline, há 192 apenadas no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos e todas as que desejarem poderão participar do Projeto Dignidade Menstrual, a fim de garantir a rotatividade entre elas, favorecendo que todas aprendam o ofício. “Em nome da SEAP e da nossa secretária, agradecemos por essa parceria e pela agenda de hoje. É muito importante essa iniciativa da Secretaria de Educação no que diz respeito à entrega de certificados para as apenadas, pois elas estão sendo qualificadas para a produção dos absorventes”, disse.


O secretário afirmou que um lote teste já foi confeccionado e averiguado por especialistas da Vigilância Sanitária de Campos. “Estamos na fase de ajustes e, em breve, vamos dar início à distribuição dos absorventes para fazer um teste de qualidade com cerca de 30 alunas da nossa rede. Vamos envolvê-las também nessa etapa do processo”, informou Marcelo.


De acordo com Catia Mello, na etapa do teste de qualidade, será emitido um questionário com perguntas como, por exemplo, se o absorvente gerou desconforto, assaduras ou reações alérgicas, e também a respeito do tamanho. “O projeto ainda nem começou de fato, mas já estamos recebendo muitos feedbacks positivos. Uma das assistidas, por exemplo, já veio nos agradecer por fazer parte deste projeto, pois disse que consegue ocupar a cabeça, além de aprender um ofício. Ela me contou que é muito bom se sentir útil novamente, principalmente por saber que vai beneficiar estudantes de escolas públicas”, comentou Catia.





Eles conversaram, ainda, sobre outros assuntos como Remição por Leitura, Projeto de Horta, Busca ativa de alunos evadidos da escola, filhos dos privados de liberdade. Nos próximos dias, um outro encontro vai acontecer com a presença da secretária estadual de Administração Penitenciária e inspetora de polícia penal, Maria Rosa Nebel.


Para Fernanda, o projeto vai ajudar a levar dignidade tanto para as apenadas quanto para as alunas, ressignificando a vida de quem vai receber e de quem está produzindo. “Será uma grande oportunidade de eliminar barreiras, vai ajudar as egressas do sistema prisional a seguirem adiante na vida com esperança de um futuro melhor”, disse.


Amaro Luís falou sobre a importância da parceria. “Ninguém consegue fazer segurança pública sozinho, dependemos do apoio da sociedade. A mesma coisa acontece no momento da ressocialização dos egressos. Eles também dependem do apoio da população para voltar ao mercado de trabalho. Parcerias como essa têm grande valor”, destacou.





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