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Seduct conta com Feira Agroecológica toda quarta-feira



A partir de agora, profissionais da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) vão poder comprar produtos fresquinhos e sem qualquer tipo de veneno na Feira Agroecológica Solidária Sabores e Saberes de Campos. A feira, montada no interior da Secretaria, vai funcionar toda quarta-feira, de 8h às 14h. Coordenadora de Projetos da Seduct, Neidimar Abreu disse que a ideia é da Articulação das Políticas de Educação do Campo.


O sentido da Feira é fortalecer a política de Educação do Campo em um dos seus eixos que é da soberania e segurança alimentar, discutindo o modelo agrícola e agrário como um projeto territorial de sustentabilidade.


“Estamos reacendendo o projeto e iremos ampliar para mais produtores. É uma oportunidade de termos acesso a esses produtos naturais e ainda no trabalho, o que facilita muito na hora da compra. Todo mundo hoje vive correndo e sem tempo e esses produtores estando aqui facilita a vida de todo mundo”, disse Neidimar.


A coordenadora da feira, Érica Martins, afirmou que cerca de 30 agricultores integram o grupo, sendo que na Seduct estão atuando 15 profissionais aproximadamente. Os consumidores vão poder encontrar produtos diferenciados como a banana Missouri, que é uma junção das bananas prata e pera, podendo ser consumida crua ou cozida. Além disso, tem ainda Guandu, que é uma espécie de feijão, cocada de amora, nhoque de aipim, chips de batata doce, sal temperado, entre outros.


“Estamos trazendo para cá produtos que fazem parte de nossa cultura para que as pessoas possam conhecer. Na semana anterior ao feriado da Consciência Negra, comemorado dia 20 de novembro, vamos trazer comidas típicas das áreas quilombolas. Há produtores aqui dos assentamentos localizados no Imbé, Cambucá, Aleluia, Imbé, Morro do Coco, Cambaíba, entre outras localidades", informou Érica.



Produtora do assentamento Dandara dos Palmares, Damiana Alves Viana disse que contar com mais um local de venda é essencial para escoar a produção e ter mais lucros. “Antigamente, a gente não tinha essa ajuda, vendia para os atravessadores e perdia dinheiro. Sem contar as frutas que acabavam estragando. Agora, a gente faz geleias, sucos, doces e aproveita tudo e consegue vender tudo com um valor digno”, conta Damiana.


Produtora urbana, Fátima Abreu trouxe pães de fermentação longa, bolos sem glúten e lactose. “É uma troca de conhecimentos e informações. São pessoas novas que a gente conhece e isso amplia nossas vendas e acaba fidelizando os clientes”, explica Fátima.



E quem trabalha na Seduct também aprovou a novidade. É o caso da analista jurídica Danielle Bitencourt. “Comprei ovos caipira e tomate cereja. Já encomendei também, para a próxima semana, aipim descascado. É ótimo ter essa feira toda semana porque a gente tem pouco tempo e ter esses produtos à nossa disposição facilita bastante”, disse Danielle.


A assistente social Vanúsia Soares também aproveitou a oportunidade para abastecer a casa. “Achei ótima essa ideia. A facilidade é perfeita. E saber que teremos toda semana é melhor ainda”, finalizou.

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