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Superintendente do Incra na certificação dos alunos do Pronera neste sábado no IFF



Aproximadamente 15 alunos que concluíram o Programa de Alfabetização e Aceleração dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), vão receber os certificados de conclusão do curso, no Instituto Federal Fluminense (IFF) campus Guarus, neste sábado, às 9h. O evento de certificação contará com participação do secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres, e da Superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado do Rio de Janeiro (Incra/RJ), Maria Lúcia de Pontes, representando o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Luiz Paulo Teixeira Ferreira.

O programa visa promover a educação dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, bem como formar educadores para as escolas do campo no sentido de contribuir para a consolidação dessa modalidade de educação, em favor da erradicação do analfabetismo e garantia do direito à educação própria e apropriada.


Articulador Pedagógico das políticas da Educação do Campo na Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), Marcelo Vianna explicou que, em parceria com o Instituto Federal Fluminense Campus Bom Jesus, a Seduct desenvolveu a experiência em educação pelo método de Alfabetização “Sim, eu posso!”.


Para fazer parte do projeto é necessário ter mais de 18 anos. O Pronera utiliza a Pedagogia da Alternância que consiste numa experiência vivenciada nos sítios, lotes, associações e o tempo escola, com educadores do campo. Esses profissionais são licenciados em Educação do Campo ou dos movimentos sociais do campo.


Segundo Marcelo, a especificidade político-pedagógica é uma conquista para as áreas de reforma agrária e quilombola desde 1998 e a partir do decreto presidencial Nº 7.352/2010 que instituiu a Política Nacional da Educação do Campo.


“A Educação do Campo está para além da reparação histórica, pois raríssimas vezes foi pensada com os sujeitos do campo, é o giro descolonial para pensar uma educação antirracista, numa perspectiva territorial na dimensão campo-cidade. O campo como espaço da valorização da cultura e do direito. A Educação do Campo é uma modalidade de ensino e deve ser tratada como prioridade, pois muitos municípios no lugar de executar a política pública específica, definido pelo art. 28 da LDB 9394/1996 de investimento, fecham escolas rurais baseando-se numa lógica urbana, numérica de otimização", concluiu Marcelo Vianna.


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