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Temas atuais debatidos no III Seminário de Tecnologias Digitais na Educação




O segundo dia do III Seminário de Tecnologias Digitais na Educação foi marcado por palestras no Teatro Municipal Trianon, nesta quinta-feira (14). A professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Roberta Santana Barroso, abriu a programação de hoje falando sobre "Como as Tecnologias Digitais Podem Influenciar os Processos Cognitivos".


A professora falou sobre as mudanças das novas gerações com novos hábitos, com um nível de exigência maior, com desejo de mais novidades e desejo de ser ouvido. "Entender essa nova geração é imprescindível para que possamos de fato ter um processo de ensino-aprendizagem eficiente. A educação tem que ter sentido e as competências digitais precisam ser inseridas", ressaltou.





Roberta lembrou ainda que a tecnologia sempre existiu, só evoluiu. Ela citou equipamentos como mimeógrafos, retroprojetores, que foram importantes em cada época.


"Temos que estar atentos a essas transformações. O ser humano tem uma inquietação de saber mais. As experiências são processadas pelo nosso cérebro e a cada experiência nosso cérebro expande e evolui. E o processo de aprendizagem segue essa engrenagem. A educação é a propulsora maior do nosso cérebro. E sem ela não há evolução da sociedade" explicou.



FAKE NEWS


No período da manhã foi aberto o painel com o tema "O impacto das Fake News na construção da cidadania e do conhecimento. A mediadora foi a jornalista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), Juliana Lima. Os convidados foram a professora doutora da Universidade Cândido Mendes, Bianca de Castro; o professor doutor da Uerj /ISE, Carlos Alexandre; o professor doutor da Uniflu, Heitor Benjamim e a jornalista, Cláudia Eleonora Ribeiro Alves.




Claudia Eleonora falou sobre a importância de checar as informações antes de publicá-las. "Nossa preocupação é sempre verificar se a informação é verdadeira. Temos que ter esse cuidado, fazer campanhas para que as pessoas possam averiguar as informações antes de enviar em grupos ou disseminar informações falsas", falou a jornalista.


Para Heitor, as fake news trazem coesão em públicos que têm pensamentos semelhantes. Ideia de nós contra eles. A educação aumenta o repertório e isso ajuda as pessoas a identificarem fake news. "A maioria dessas pessoas sabe que a notícia é falsa e muitas vezes compartilham para ter mais engajamento", disse.




A professora Bianca ressaltou a questão do tempo e como os educadores podem criar consciência crítica nos alunos. "Eu fiz uma pesquisa com meus alunos e perguntei quanto tempos eles ficavam nas redes sociais e os conteúdos que consumiam. Muitos ficaram impressionados porque ficavam 6 horas. Isso é muito importante detectar e analisar junto com eles sobre as notícias que consomem e as prioridades do uso do tempo", ressaltou.


O professor Carlos Alexandre abordou a cidadania no campo político. "A gente sempre discutiu o limite da intervenção do estado nas escolhas individuais ou coletivas. Hoje, a discussão é sobre como os sistemas digitais intervém em nossas vidas. Nossos hábitos são modificados e muitos de nós somos escravizados, achando que somos livres. Há hoje informações que são produzidas de acordo com o eleitor. Ele é alvo de uma campanha individualizada, o que aumenta a polarização. E ele não escuta o outro lado. Os meios digitais poderiam ser algo positivo na política, mas não é porque acabou produzindo e disseminando mensagens falsas e de ódio", explicou.


O III Seminário de Tecnologias Digitais terá sequência nesta sexta-feira (15) na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf). Confira aqui a programação.









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