Uso de máscara volta a ser obrigatório em escolas e estabelecimentos de saúde





Campos volta a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial nas escolas públicas e privada e estabelecimentos de saúde. Nos demais espaços fechados, o uso é facultativo. A medida foi decidida durante a 36ª Reunião do Gabinete de Crise Covid-19 e Outras Doenças Emergentes e Reemergentes, nesta segunda-feira (21), no auditório do Centro Administrativo José Alves de Azevedo (CAJAA) e será publicada no diário oficial do município ainda hoje.

Durante o encontro, no formato virtual, também foi anunciado o início da aplicação da vacina contra a Covid-19 para crianças com comorbidade, na faixa etária entre 6 meses e 2 anos, 11 meses e 29 dias, já a partir desta terça-feira (22), além de reforçar a necessidade de avançar com as doses de reforço.

A aplicação dessas e outras medidas, como a higienização correta das mãos, faz frente ao aumento de diagnósticos de casos de Covid-19, provocado pela subvariante BQ-1 da ômicron no Estado do Rio de Janeiro e aos baixos índices de cobertura vacinal, no município, principalmente das crianças de 5 a 11 anos, que até a última sexta-feira (11) somava 33.246 com a primeira dose e 20.166 com a segunda dose. Na faixa etária de 3 e 4 anos, somente 597 receberam a primeira dose e 37 a segunda dose. Considerando todo o público elegível, acima de 3 anos, para a vacinação contra a covid-19, a cobertura está em 84,95% de primeira dose e 77% da segunda dose mais a dose única. Para a terceira dose é de 44,85% e para a quarta dose é de 18,89%.


A reunião foi conduzida pelo secretário Paulo Hirano e o responsável técnico pela Vigilância e Saúde, Charbell Kury. Também participaram o subprocurador geral, Gabriel Rangel, o assessor chefe do Gabinete do vice-prefeito, Marcelo Freire, o chefe do Gabinete da Procuradoria, Leonan Rodrigues, o secretário de Comunicação, Sérgio Cunha, e representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e da sociedade civil organizada.

Ao falar sobre a obrigatoriedade do uso de máscara, Paulo Hirano relembrou que o município vem realizando todos esforços para conscientização dos pais para que levem os filhos para serem vacinados. “Lembro sempre que a criança não tem essa autonomia e nem lhe é facultado este poder. Então, a obrigação é dos pais e responsáveis. A gente já discutiu isso em outro momento, já recomendou, já acionamos o Ministério Público, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no sentido que possa nos ajudar a intervir e conscientizar. Se tivéssemos obtido resultados de sucesso nessas ações de conscientização e responsabilização dos pais, com certeza não precisássemos, neste momento, recomendar o uso de máscara”, disse.


Hirano foi bastante enfático ao dizer que “nenhuma recomendação emana desse gabinete que não seja no sentido de preservar a vida, de preservar a saúde da população. É preciso que isso fique muito claro. Cada vez mais que a nossa população tenha consciência e se responsabilize sobre as nossas crianças, com certeza teremos uma cidade melhor, uma segurança maior para nossas crianças”, enfatizou.

O município está num momento de alerta pela subida significativa dos números de casos positivos, de aumento no número de pessoas que estão buscando os hospitais e também do registro, no final de semana, de dois óbitos em decorrência de complicações da Covid-19. Por isso, além da obrigatoriedade do uso de máscara em escolas públicas e privas e estabelecimentos de saúde, ficou definida a recomendação do uso no transporte público, manutenção da vacinação e intensificação da testagem, inclusive a realizada nas escolas por meio da vigência de sentinela.

“Essas recomendações irão trazer maior segurança e vamos continuar vigilantes como tem sido em todo departamento da Secretaria de Saúde, principalmente a Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde”, completou Hirano.

ALERTA IMPORTANTE - Com base nos dados apresentados no gabinete, Charbell Kury explica que uma nova onda da doença está em curso e é bem parecida com a vivenciada em maio, junho e julho e a responsável por isso são a variante Ômicron, especialmente a BA-5, e suas sublinhagens.

“A gente sabe que ela causa quadros severos em pessoas com comorbidades, especialmente idosos acima de 80 anos. Isso leva a internações e, eventualmente, óbitos. Então, a maior estratégia que a gente tem que ter é evitar e diminuir a circulação viral. Isso pode ser feito de várias maneiras e, entre elas a sugestão de medidas não farmacológicas, pois até que tenhamos as vacinas de segunda geração, a gente tem que segurar com o uso de máscaras e outras medidas. Além disso, também fortalecer a vacinação de terceira e quarta doses, pois ainda estamos com índices em 50% de terceira dose e 20% de quarta dose”, disse Charbell.

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