Mais de 2.700 alunos evadidos voltaram para salas de aula


Diversas ações são realizadas pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia para diminuir as estatísticas de Evasão Escolar na rede municipal de ensino. No primeiro semestre deste ano, 2.736 alunos retornaram às salas de aulas, graças às ações dos assistentes sociais das unidades escolares, articuladores e serviço social da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, por meio da Coordenação do Programa Auxílio Brasil/FICAI. O secretário de Educação, Ciência e Tecnologia, Marcelo Feres, explica como funcionam os trabalhos: "Os gestores das unidades escolares informam a infrequência dos seus alunos para que um professor-articulador faça as intervenções e os contatos com as famílias. Quando não há sucesso nas intervenções, as unidades encaminham os casos ao Departamento de Serviço Social da Seduct, que convoca os pais ou responsáveis, promove visitas domiciliares, encaminha para os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), entre outras medidas, visando ouvir, apoiar, orientar os pais e identificar possíveis necessidades ou demandas, como questões de saúde, violência e/ou alimentação, por exemplo, que possam estar inviabilizando o comparecimento à escola", informou Marcelo. Além dessas ações, outras medidas contribuem para a diminuição das taxas de evasão escolar na rede municipal de ensino, como por exemplo, as ações pedagógicas, que visam potencializar as aprendizagens e, por consequência, diminuir o desinteresse dos alunos pelas aulas; a Educação de Jovens e Adultos (EJA) diurna e noturna; Projeto de Recuperação da Aprendizagem; Portal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE); o retorno da distribuição dos kits de alimentação no ano passado, durante o período de calamidade pública ocasionada pela pandemia do coronavírus; Projeto de Reforço Escolar para Alfabetização e Letramento; Projeto Estação Educação; etc. Este ano, a Secretaria está reformando e fazendo manutenções nas escolas e creches; implantou o Projeto Labmais com oferta de centenas de laboratórios Brincar e Aprender, de Robótica, de Ciências e de Matemática. Há, ainda, o Programa Tempo de Aprender do Ministério da Educação (MEC); renovação do mobiliário escolar; retorno da merenda de qualidade; implantação do Programa de Educação Especial Inclusiva; entre outras ações. De acordo com a coordenadora do Programa Auxílio Brasil, Silvia Teixeira, a Ficai - Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente - visa estabelecer o controle da infrequência e do abandono escolar de crianças e adolescentes. O serviço é fruto de parceria firmada em 2015 com o Ministério Público Estadual, os Conselhos Tutelares e a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). “É muito importante que a escola faça essa busca ativa, pois, se a criança não está na escola, algo grave pode estar acontecendo. Ela pode estar sendo usada na mendicância, em prostituição, entre outras coisas. A união da comunidade escolar com os pais é muito importante nesse momento para que se descubra o que está acontecendo e as causas da evasão dessa criança, resolver o problema e trazê-la de volta para o ambiente escolar”, afirma Sílvia.

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